10 Recomendações da dieta mediterrânica

Sempre que possível os alimentos consumidos são produzidos localmente, existe uma predominância de produtos frescos e da época.

A preparação dos alimentos é caseira e as refeições são partilhadas em família e em comunidade. O momento das refeições é um momento de convívio e é muito apreciado.

Vegetais e fruta em abundância – Os vegetais são a estrela do prato! São alimentos muito nutritivos e pouco calóricos. São privilegiados os produtos da época e há uma grande variedade.

O azeite é consumido de forma copiosa sendo a fonte preferencial de gorduras. Também as gorduras insaturadas presentes nos frutos secos e sementes, no peixe e nas azeitonas, não só fazem bem ao coração como contribuem para o bom funcionamento hormonal e para um cérebro mais saudável. São ainda essenciais para tornar os alimentos mais saborosos e apetecíveis.

Utilização de ervas aromáticas e especiarias para temperar os pratos. Além de enriquecerem a dieta com uma enorme variedade de compostos antioxidantes benéficos para a saúde, ainda permitem reduzir bastante a utilização de sal.

Hidratos de carbono pouco refinados e a sua ingestão adequada à actividade física desenvolvida. As leguminosas (como o grão, feijão, ervilhas, favas ou lentilhas), as castanhas, os tubérculos (como a batata ou batata-doce), e os cereais integrais (como arroz integral, pão integral, massa integral ou a aveia) são boas fontes de hidratos de carbono de absorção lenta que contribuem para a saciedade e evitam quebras de energia.

As proteínas não são todas iguais. No padrão alimentar do mediterrâneo, o consumo de peixe e marisco apesar de moderado tem uma grande importância. As carnes brancas e os ovos são consumidos de forma menos regular e as carnes vermelhas e processadas são relegadas para os dias de festa.

Os lacticínios são consumidos com moderação. São consumidos sobretudo na forma de queijo e iogurte e a sua origem é diversa (ovelha, cabra, vaca, camelo ou búfalo).

A água é a bebida de eleição, bebe-se o vinho à refeição. A ingestão de calorias líquidas é reduzida (refrigerantes, sumos, batidos), o que é importante para a manutenção de um peso saudável.

Os doces são raros e são deixados para as ocasiões especiais. A fruta é o ‘doce’ do dia-a-a-dia.

Dieta Mediterrânica

A dieta Mediterrânica traduz toda uma filosofia e um estilo de vida, que tem por base a comunidade e a partilha de refeições elaboradas com um conjunto de alimentos locais e da época, preparados a partir de receitas e formas de cozinhar próprias de cada lugar.

Seguir as recomendações acima mencionadas é uma forma saborosa, prática e económica de aumentar a sua qualidade de vida e de se manter saudável. A dieta mediterrânica tem sido associada a um aumento da longevidade, a uma melhor mineralização óssea, à manutenção de um peso saudável, à redução de doenças cardiovasculares, à prevenção da diabetes e a uma menor prevalência de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson.

Principais benefícios da Dieta Mediterrânica

A dieta mediterrânica diminui o seu risco de desenvolver alzheimer e atrasa o declínio cognitivo.

A dieta mediterrânica é mais eficaz na manutenção ou perda de peso do que uma dieta baixa em gordura.

A dita mediterrânica está associada a uma maior longevidade.

Quando comparada com uma dieta pobre em gordura, a dieta mediterrânica enriquecida com azeite e frutos secos aumenta a saúde cardiovascular reduzindo o risco de ataque cardíaco e AVC assim como de morte prematura.

Em indivíduos com artrite reumatoide a dieta mediterrânica diminui a inflamação, aumenta a função motora e melhora a vitalidade.

A dieta mediterrânica reduz o risco de vir a desenvolver diabetes e ajuda no controlo da glicémia e na prevenção de danos cardiovasculares em indivíduos com diabetes estabelecida.